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Como descartar a sucata eletrônica corretamente?

O Blog da Polen é um espaço exclusivamente dedicado ao compartilhamento, divulgação e publicação de notícias, artigos, colunas e relatórios sobre o universo dos resíduos sólidos no Brasil e no mundo. Aqui você encontrará conteúdo relevante, escrito por profissionais com experiência e vivência no setor. Dentre as pautas a serem abordadas, estão: guias de boas-práticas na gestão de resíduos; legislação e regulação do setor; novas tecnologias, soluções e aplicações para o reaproveitamento, reuso e reciclagem dos resíduos; economia-circular; logística-reversa e muito mais!

Como descartar a sucata eletrônica corretamente?

Como descartar a sucata eletrônica corretamente?

O avanço agressivo da tecnologia em nosso dia a dia resultou no aumento da produção de produtos eletroeletrônicos. São diversas empresas que fabricam e comercializam essas mercadorias, enquanto boa parte da população as consome. Tal crescimento, somado ao constante surgimento de produtos mais atualizados, ocasionou no aumento do descarte destes materiais e, consequentemente, da geração de sucata eletrônica.

As empresas geradoras desses resíduos, tanto as que fabricam como as que comercializam, são responsáveis por coletar e descartar corretamente a sucata eletrônica. Existem diferentes formas de destinar os resíduos eletroeletrônicos, também conhecidos como REEE, e até mesmo ganhar dinheiro com a venda para reutilização das peças. Entenda mais no texto!

Qual legislação impacta o setor?

São diversos os tipos de resíduos provenientes de aparelhos eletroeletrônicos como televisores, tablets, notebooks e smartphone prejudiciais não somente ao meio ambiente, mas também à saúde pública. Isso porque esses objetos podem conter metais pesados que são substâncias danosas como, por exemplo, chumbo, arsênio, mercúrio, cobre, cádmio, zinco, entre outros.

Além de contaminar o solo, o descarte incorreto dessas substâncias tóxicas pode poluir e contaminar os oceanos. Os animais marinhos e aves podem ingerir erroneamente esses componentes e sofrer intoxicação, prejudicando a fauna e a cadeia alimentar.

Em nosso país temos a Política Nacional de Resíduos Sólidos para regulamentar a gestão dos resíduos. A Lei nº 12.305/10, que institui a Política, contém diversos instrumentos importantes para que o Brasil possa reduzir o impacto dos resíduos sólidos no meio ambiente e na saúde pública, direcionando medidas assertivas para a população e empresas.

A PNRS trata de todos os resíduos sólidos, sejam eles domésticos ou industriais, além dos rejeitos (resíduos que não podem ser reaproveitados), incentivando o descarte correto de forma compartilhada ao integrar poder público, iniciativa privada e cidadão.

Segundo a Lei, as sucatas eletrônicas devem obedecer a estrutura de prioridades no tratamento dos resíduos sólidos, descrita em seu Art. 9º: “Na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.”

Para as empresas, a Política impõe que, além de seguir as diretrizes do Governo para destinação correta, é papel delas criarem seus próprios Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, planos esses que são verificados pelo órgão competente.

Logística Reversa da Sucata Eletrônica

Além de estimular e orientar os cidadãos sobre a redução da geração de resíduos e sobre os processos de reciclagem e destinações adequadas, a Política institui a responsabilidade compartilhada de determinados produtores de materiais na Logística Reversa de seus resíduos.

A logística reversa é definida como: “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”

Os geradores de sucata eletrônica estão inclusos no inciso VI do artigo 33 da PNRS, que dispõe que os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos eletroeletrônicos são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa de maneira independente do serviço público de limpeza urbana.

Deve haver um esforço conjunto de empresas fabricantes, importadoras e comercializadoras dos produtos para coletar esse material. Um meio para tal é a implantação de Pontos de Entrega Voluntária (PEV`s), que são os locais onde o consumidor pode depositar o produto pós-uso.

Após isso, a sucata é recolhida para que seja realizado o manejo correto. O intuito principal é que as peças do aparelho possam ser reutilizadas ou reciclados para a produção de novos exemplares. Como exemplos de componentes desses materiais que podem ser reaproveitados, podemos citar: plásticos, estanho, cobre, alumínio, entre outros. Porém, quando o equipamento ainda está operante, é possível aproveitar elementos inteiros para um upgrade de outro produto.

Ao transformar o e-lixo, podemos poupar o meio ambiente, evitando a contaminação de solos, mananciais e o surgimento de doenças que podem afetar os próprios seres humanos.

Ganhando dinheiro com o descarte correto da sucata eletrônica

As empresas podem ter lucro ao vender a sucata eletrônica para reciclagem. As placas eletrônicas, por exemplo, contém 17 tipos de metais, como cobre, alumínio e ouro. Segundo curso do Eco-Eletro, em uma tonelada de computador há mais ouro do que em 17 toneladas do minério bruto.

Após o recolhimento, que pode ser feita tanto pela empresa geradora como por uma contratada, realiza-se um processo denominado manufatura reversa dos eletrônicos. Normalmente, é mais indicado desmontar os aparelhos e vender as peças separadas para obter um melhor preço. O Eco-Eletro ressalta que 1 tonelada de sucata de computador vale aproximadamente R$200,00, enquanto 1 tonelada de computador desmontado vale cerca de R$2.000,00.

O processo costuma ser o seguinte:

  1. Ocorre a desmontagem manual dos aparelhos, onde os itens são desparafusados e os componentes são organizados por tipo de material: plásticos, alumínios, cobres… É importante salientar que os componentes tóxicos e perigosos devem ser separados e enviados a empresas especializadas em sua reciclagem;
  2. Outras peças são moídas e tritutaradas, podendo até sofrer preparação química;
  3. Os materiais são armazenados, normalmente em contêineres, e vendidos para as empresas que os reutilizarão.

Dessa forma, as partes mais valiosas ou que não podem ser descaracterizadas são separadas das demais, garantindo maior lucratividade. Todas as exigências legais devem ser cumpridas a fim de garantir a rastreabilidade dos resíduos.

Além da venda ser uma opção lucrativa e seguir a Lei 12.305, ela traz para a empresa o valor agregado da sustentabilidade, ou seja, demonstra que ela se importa com o meio ambiente e sociedade. Sendo assim, ela é bem vista pelos consumidores. Em paralelo, as transportadoras e cooperativas que podem ser envolvidas na operação são beneficiadas com essas iniciativas.

As empresas também podem contar com a internet para comercializar seus resíduos eletroeletrônicos com outras empresas. É isso que a Plataforma da Polen faz. Trata-se de uma plataforma online de compra e venda dos resíduos sólidos. Cadastre-se gratuitamente e experimente!

O que achou do texto, foi explicativo? Agora que você entendeu como descartar a sucata eletrônica e que pode ser lucrativo, que tal aprender mais sobre como realizar a venda da sucata?

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