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Aterro Sanitário: Porque não é o destino ideal para seus resíduos industriais

O Blog da Polen é um espaço exclusivamente dedicado ao compartilhamento, divulgação e publicação de notícias, artigos, colunas e relatórios sobre o universo dos resíduos sólidos no Brasil e no mundo. Aqui você encontrará conteúdo relevante, escrito por profissionais com experiência e vivência no setor. Dentre as pautas a serem abordadas, estão: guias de boas-práticas na gestão de resíduos; legislação e regulação do setor; novas tecnologias, soluções e aplicações para o reaproveitamento, reuso e reciclagem dos resíduos; economia-circular; logística-reversa e muito mais!

Aterro Sanitário: Porque não é o destino ideal para seus resíduos industriais

Aterro Sanitário: Porque não é o destino ideal para seus resíduos industriais

A preocupação com o meio ambiente tem sido uma constante na vida de cientistas e pesquisadores. O descarte correto do resíduo industrial, por exemplo, está na lista de medidas a serem tomadas para garantir a preservação ambiental. A Lei nº 12.305, criada em 2010, coloca em prática a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a chamada PNRS. A legislação influencia na indústria e agrega valor aos resíduos. Afinal, eles servem como matéria-prima secundária e representam uma nova fonte alternativa de receita. Por isso, o aterro sanitário não é o destino ideal para os resíduos industriais. Leia o texto e entenda melhor!

O que são resíduos industriais?

Os materiais descartados da indústria são chamados de resíduos industriais. Nesse aspecto, eles possuem diferentes classificações. Alguns necessitam, de fato, do descarte, pois apresentam riscos já que são inflamáveis, corrosivos ou tóxicos. Outros, contudo, devem ser reaproveitados, como é o caso dos não periculosos ou que não contaminam a água.

É por isso que os resíduos industriais precisam de um descarte adequado. No Brasil, as regras para descarte desse tipo de lixo são determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Se o descarte é feito de modo correto, os danos ao meio ambiente diminuem, além da possibilidade de reaproveitamento sustentável. É sobre isso que iremos abordar.

Por que evitar os aterros sanitários?

Antes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, os aterros eram vistos como a solução ideal para evitar que os despejos ficassem expostos a céu aberto – os chamados lixões. As mudanças tecnológicas que trouxeram novas técnicas de reaproveitamento e reciclagem do lixo, no entanto, modificaram essa percepção. Afinal, hoje os resíduos industriais podem ser reaproveitados.

aterro sanitário, por sua vez, é visto pela política ambiental como o espaço de descarte apenas para os lixos que não podem ser reaproveitados. Ou seja, quando não há mais jeito de transformar o resíduo em um outro produto, ele vai para o aterro. No entanto, as empresas são obrigadas a pensarem de forma coletiva com o poder público, soluções que garantam o reaproveitamento do lixo.

Trata-se da chamada gestão de resíduos, que tanto indica a necessidade de tratar o lixo quanto aponta para a importância do uso de tecnologias responsáveis por reduzir a quantidade de resíduos. Quando as empresas apostam nessa ideia, colocam em prática os conceitos de sustentabilidade e de respeito aos processos produtivos.

Além disso, a responsabilidade compartilhada com os órgãos públicos, contribui para que as companhias vejam com bons olhos a importância da gestão ambiental. A norma ISO 14001, por exemplo, é um mecanismo fundamental para que os gestores consigam não apenas identificar os riscos ambientais, mas optar por ações que priorizem o meio ambiente sem deixar de lado o próprio negócio.

Sob esse aspecto, a norma coloca no mesmo patamar o compromisso das empresas com a preservação do meio ambiente e o compromisso com os negócios. Ou seja, o século XXI pede atitudes que reforcem a sustentabilidade. Logo, empresários e gestores devem compreender essa realidade.

É possível constatar, portanto, que o aterro sanitário é um local inapropriado para o descarte de materiais que podem se transformar em outros. Além disso, esses ambientes exigem altos investimentos financeiros, e quando atingem determinada capacidade, não podem mais serem utilizados. Isto é, acumula-se muito despejo ali, e depois de um tempo é preciso construir outro aterro.

A boa notícia, no entanto, é que é possível investir na preservação ambiental e, ao mesmo tempo, lucrar com o reaproveitamento dresíduos industriais. O plástico, por exemplo, é um tipo de material que pode ser reaproveitado.

Um levantamento divulgado em 2018 pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb), mostra que o país produz cerca de 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos. Desses, 10,5 milhões são plásticos. Se esse montante fosse reciclado, seria possível movimentar R$ 5,7 bilhões na economia nacional, de acordo com o Selurb.

Perdem os empresários e perde também a população quando a reciclagem não acontece em larga escala no país. Por isso, apostar na comercialização de resíduos, é uma estratégia fundamental para garantir a sustentabilidade e aumentar o lucro empresarial. Aliás, esse é um dos principais desafios do país nos próximos anos.

Logística Reversa e Aterros Sanitários

Com base na Política Nacional de Resíduos Sólidos, muitas empresas são obrigadas a colocar em prática a logística reversa. De acordo com esse sistema, são asseguradas estratégias para que as empresas consigam fazer a coleta de seus resíduos industriais e restituí-los a outras empresas interessadas. A organização que compra o coproduto da empresa fornecedora pode usá-lo no próprio ciclo produtivo, o que contribui para a gestão de resíduos sólidos.

Ainda, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece uma sequência de ações que devem ser feitas. Por exemplo: primeiro é importante diminuir a quantidade de resíduos produzidos. Caso isso não aconteça, os empresários devem investir em métodos que possibilitem essa redução. Na sequência, eles necessitam priorizar a reutilização, a reciclagem e o tratamento para, somente depois, pensar em estratégias de descarte em aterro sanitário. Caso as organizações descumpram essa sequência de ações, estarão sujeitas a multas e punições relacionadas aos crimes ambientais.

Quais empresas que devem se preocupar com resíduos industriais?

Em tese, todas. No entanto, algumas são obrigadas pela legislação a elaborem um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que são aquelas que produzem resíduos em quantidades capazes de afetar o meio ambiente. Por exemplo: empresas do gênero alimentício, indústria de equipamentos eletrônicos, empresas de construção civil, empresas hospitalares, dentre outras.

O Plano deve ser elaborado anualmente e, na sequência, entregue ao órgão público municipal competente e demais órgãos públicos interessados. Quando a empresa elabora o documento, ela cumpre uma legislação e demonstra preocupação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), os ODS preveem ações de qualidade de vida para diversas áreas, inclusive o meio ambiente. As metas devem ser alcançadas até 2030.

Agora que você entendeu a importância de não destinar seus resíduos a um aterro sanitário, uma pergunta pode surgir no processo: se sou empresa interessada em vender resíduos, por onde começo? Hoje, as plataformas online de comercialização de resíduos são os meios mais indicados para a identificação de oportunidades. Basicamente, são sites online onde empresas geradoras se conectam com empresas compradoras de resíduos, garantindo que a comercialização seja efetuada da forma mais segura e eficaz possível.

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