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Os 5 tipos de sucata mais vendidos, suas categorias e valores

O Blog da Polen é um espaço exclusivamente dedicado ao compartilhamento, divulgação e publicação de notícias, artigos, colunas e relatórios sobre o universo dos resíduos sólidos no Brasil e no mundo. Aqui você encontrará conteúdo relevante, escrito por profissionais com experiência e vivência no setor. Dentre as pautas a serem abordadas, estão: guias de boas-práticas na gestão de resíduos; legislação e regulação do setor; novas tecnologias, soluções e aplicações para o reaproveitamento, reuso e reciclagem dos resíduos; economia-circular; logística-reversa e muito mais!

Os 5 tipos de sucata mais vendidos, suas categorias e valores

Os 5 tipos de sucata mais vendidos, suas categorias e valores

A comercialização de sucata é um grande e valioso mercado. Porém, nem sempre é fácil encontrar quais os tipos de sucata mais vendidos, não é? Às vezes, achar uma precificação ajustada também é difícil. Então segue uma boa notícia: após ler este texto, você ficará por dentro de quais são esses resíduos, como identificar suas categorias e terá um norte sobre os valores de mercado pago pelos principais, possibilitando posicionar sua empresa de forma mais lucrativa. Vamos lá?

Mercado de Sucata 

É importante relembrar que ao falarmos do mercado de sucata estamos nos referindo à sucata metálica, popularmente associada ao termo. Nos últimos anos, com o surgimento da PNRS no Brasil e outras políticas mais rígidas no mundo, ele se tornou ainda mais forte.

O mercado de sucata global movimentou cerca de US$ 713.044 bilhões em 2017, com previsão de movimentar US$ 979 bilhões em 2026, de acordo com artigo do Transparency Market Research. Somente no Brasil ele movimenta R$ 6 bilhões anualmente, gerando inúmeros postos de trabalho. Dentre deste universo, as sucatas mais compradas e vendidas são os grandes pivôs dos negócios.

Sucatas mais compradas e vendidas

Sucata de Ferro Fundido e Aço

Estima-se que 1,5 milhão de pessoas estão envolvidas na reciclagem da Sucata de Ferro

Estima-se que 1,5 milhão de pessoas estão envolvidas na reciclagem da Sucata de Ferro

A reciclagem da sucata de ferro é uma antiga forma de reuso do material. No Império Romano os soldados já refundiam as armas e utensílios. No Brasil, cerca de 2.500 empresas compõem o setor de reciclagem de ferro. Estima-se que 1,5 milhão de pessoas estão envolvidas direta e indiretamente na coleta, processamento e comercialização, levando a sucata ferrosa ser responsável por 30% da produção de aço do país.

Segundo o ex-presidente do Instituto Nacional das Empresas de Sucata Ferrosa (INESFA), Marcos Fonseca, uma tonelada de aço reciclado evita a utilização de 1.140 kg de minério de ferro e 154 kg de carvão mineral. Além disso, é responsável por reduzir em 64% o consumo de energia pelas siderúrgicas, em comparação ao minério de ferro, 76% no consumo de água e 85% da poluição do ar.

Este tipo de sucata compõe o grupo de sucatas ferrosas, dividindo-se, conforme a NBR 16.229/2013, em:

  • Aço: Liga ferrosa que apresenta teor de carbono igual ou inferior a 2% em peso, na sua forma combinada ou dissolvida, e que pode conter elementos de liga adicionados ou residuais;
  • Ferro Fundido: Liga de ferro-carbono contendo, em peso, mais de 2% de carbono e podendo ainda conter, em peso, um ou até mais elementos nas seguintes proporções:
    • até 10% de Cromo;
    • até 6% de Manganês;
    • até 3% de Fósforo;
    • até 8% de Silício;
    • até 10% no total, de outros elementos.

Elas provém de três diferentes fontes:

  • Sucata Interna: Oriunda da produção interna da própria siderúrgica;
  • Sucata Industrial: Oriunda em metalúrgicas, plantas e fundições industriais (automobilística);
  • Sucata de Obsolescência: Oriunda da coleta de materiais metálicos colados em desuso após o consumo;

Entram em sua classificação os aspectos físicos: leves (massa específica aparente inferior ou igual a 0,6 t/m3 ) e pesadas (massa específica superior a 0,6 t/m3 ). A composição da liga também pode servir para identificação, tendo como:

  • Não ligada comum: Sucata de aço cujos elementos residuais não excedam:
    • 0,10% de Níquel;
    • 0,10% de Cromo;
    • 0,10% de Molibdênio;
    • 1,00% de Manganês;
    • 0,04% de Fósforo;
    • 0,05% de Enxofre;
    • até 0,50% no total de outros elementos.
  • Não ligada especial: Sucata de aço cujos elementos residuais não excedam:
    • 0,20% de Níquel’;
    • 0,20% de Cromo;
    • 0,10% de Molibdênio;
    • 1,65% de Manganês;
    • 0,04% de Fósforo;
    • 0,05% de Enxofre;
    • até 0,50% no total de outros elementos.
  • Baixa Liga: Sucata de aço em que a soma dos teores dos elementos de liga não ultrapasse 5%, devendo ser separada por qualidade específica de cada aço.
  • Alta Liga: Sucata de aço em que a soma dos teores dos elementos de liga ultrapasse 5%, devendo ser separada por qualidade específica de cada aço.

Para fins de especificação e comercialização, segundo a mesma NBR, a classificação deste tipo de sucata pode ser descrita como o quadro abaixo.

Tipo de Sucata de Ferro e Aço Descrição
Cavaco e/ou Viruta de Aço Sucata de aço, proveniente da usinagem de peças de aço
Pacote de Cavaco e/ou Viruta Sucata de aço, obtida da prensagem de cavaco ou virtual com densidade mínima de 0,6 t/m3 e dimensões máximas de (c) 600 mm x (l) 600 mm x (h) 600 mm
Briquete de Aço Sucata de aço obtida da preparação de cavaco ou viruta em máquinas de briquetagem
Cavaco de Ferro Fundido Sucata proveniente da usinagem de peças de ferro fundido
Briquete de Ferro Fundido Sucata de ferro fundido obtida da preparação de cavaco de ferro fundido em máquinas de briquetagem
Estamparia Sucata de aço-carbono comum, solta e sem revestimento metálico, pintura, esmaltação composta de retalhos provenientes de processos de estampagem
Pacote de Estamparia Sucata de aço-carbono comum, obtida da prensagem de estamparia de indústria, com densidade mínima de 0,8 t/m3 e dimensões máximas (c) 800 mm x (l) 600 mm x (h) 600 mm
Estamparia Revestida Sucata de aço-carbono comum, solta e com revestimento metálico ou pintura ou esmaltação composta de retalhos provenientes de processos de estampagem
Pacote de Estamparia Revestida Sucata de aço-carbono comum, obtida da prensagem de estamparia de indústria revestida, com densidade mínima de 0,8 t/m3 e dimensões máximas (c) 800 mm x (l) 600 mm x (h) 600 mm
Sucata Forjada Sucata de aço, gerada no processo de forjamento de peças de aço. Possui níveis variáveis de elementos de liga residuais, especialmente Cr, Ni, Mo e V
Sucata Mista Sucata de obsolescência em geral, leve, solta, composta por bens de consumo e materiais descartados ao fim de sua vida útil, por exemplo, chaparia de veículos (para-lamas, cabines, carrocerias, portas), eletrodomésticos em geral (fogões, geladeiras, máquina de lavar), automóveis inteiros, latas, tambores e bicicletas
Pacote Misto Sucata de aço obtida da prensagem de sucata mista com densidade mínima de 0,6 t/m3 e dimensões máximas de (c) 800 mm x (l) 600 x (h) 600 mm
Pacote Misto de Encharutador Sucata de aço obtida da prensagem de sucata mista com densidade de 0,6 t/m3 e dimensões máximas de (c) mínimo 800 mm x (l) 600 x (h) 600 mm
Sucata Tesourada Sucata de aço proveniente da preparação de sucata mista de prensa tesoura com densidade mínima de 0,5 t/m3 e comprimento máximo de 800 mm, na maior diagonal
Sucata Triturada (shredded) Sucata de aço obtida da preparação de sucata mista em trituradores (shredders), solta, com densidade mínima de 0,8 t/m3
Sucata Graúda Sucata de aço-carbono, geralmente obtida a partir da obsolescência de máquinas, equipamento, bens de consumo ou diretamente de processos industriais, por exemplo, tratores, tanques, grandes estruturas, chapas, vigas, tubos e perfis, composta por peças com uma ou mais dimensões superiores a 800 mm na maior diagonal e espessura superior a 3 mm
Sucata Estrutural Sucata de aço-carbono pesada, geralmente obtida a partir de processos de oxicorte e corte mecânico ou diretamente de processo industrial com comprimento máximo de 800 mm, na maior diagonal e densidade mínima de 0,8 t/m3 e espessura superior a 3 mm
 

Sucata Miúda

Sucata de aço de composição química variada, com revestimento metálico ou não, por exemplo, pedaços de tubos, mandíbulas, molas, parafusos, peças automobilísticas, barras mecânicas, material ferroviário miúdo, com dimensões inferiores a 800 mm na maior diagonal
Sucata de Ferro Fundido Graúdo Sucata de ferro fundido gerada no descarte/obsolescência de peças e componentes que apresentam seus principais elementos de liga (C, Si, Mn, S, P) com teores variados em sua composição, por exemplo, blocos de motores, refugos e canais de fundição, bases de máquinas, tampões, grelhas, tambores de freios, carcaças de caixas de marcha e diferenciais, lingoteiras, tubos, matrizes de estampagem com dimensões superiores a 800 mm na maior diagonal
Sucata de Ferro Fundido Miúdo Sucata de ferro fundido, com dimensões máximas de 800 mm na maior diagonal

Estes tipos de materiais são muito utilizados dentro da própria siderurgia, produzindo novas chapas de aço longo, pregos, parafusos… A utilização da sucata de ferro fundido e aço ocasiona na redução de duas etapas do processo de produção. A matéria-prima secundária é encaminhada diretamente para o refino, onde é transformada em aço líquido, removendo impurezas e grande parte do carbono, depois é solidificada em semi-acabados, lingotes e blocos através do lingotamento, e finalmente, na fase de laminação, é processada por laminadores e transformado em novos produtos. O esquema a seguir, elaborado pelo Instituto Aço Brasil, representa o Fluxo Simplificado de Produção.

Fluxo Simplificado de Reciclagem de Ferro Fundido e Aço

Fluxo Simplificado do Produção de Ferro e Aço Reciclado

Sucata de Aço Inox

A Sucata de Aço Inox é totalmente reciclável

A Sucata de Aço Inox é totalmente reciclável

As sucatas de aço inox são caracterizadas por possuírem no mínimo 10,5% de cromo, ocasionando em propriedades físico-químicas superiores ao aço comum, e por não serem magnéticas. Possuem alta resistência à oxidação atmosférica e à corrosão, detém de elasticidade, resistência ao calor e grande durabilidade. É um material totalmente reciclável, onde sua produção se confunde com este processo, uma vez que os produtos de aço inox gerados atualmente são compostos, em média, por 60% de sucata reciclada. Estima-se que o inox usado na indústria atualmente possa ter sido fabricado há 20 ou 30 anos atrás. Utilizando esta sucata como matéria-prima, é evitada a emissão de uma considerável quantia de CO2 na atmosfera pois ela não possui revestimentos e o gasto energético é menor.

Tal como as sucatas de ferro fundido e aço, o aço inox detém de uma classificação quanto à origem (interna, industrial e de obsolescência), assim como o fluxo de reciclagem segue o mesmo esquema. Comercialmente, a identificação deste tipo de sucata costuma ser feita pela numeração AISI, da American Iron and Steel Institute, associação de produtores de aço estadunidenses. Na tabela “Aço Inox Linha 200/300/400/500” da CRONIMET abaixo, podemos verificar as nomenclaturas.

Tipo de Sucata de Aço Definição
AISI Cr Ni C-Max Mn-Max P-Max Si-Max Outros
201 16-18 3.5-5.5 0.15 7.5 0.06 1.0 N 0.25 Max
202 17-79 4-6 0.15 10 0.06 1.0 N 0.25 Max
204 18 5.0 0.07 9 0.5 N 0.2
205 17 1.4 0.18 15 0.03 0.4 N 0.35
301 16-18 6-8 0.15 2 0.045 1.0
302 17-19 8-10 0.15 2 0.045 1.0
303 17-19 8-10 0.15 2 0.20 1.0 S 0.15 Min
303 SE 17-19 8-10 0.15 2 0.20 1.0 Se 0.15 Min
304 18-20 8-12 0.08 2 0.045 1.0
304 L 18-20 8-12 0.03 2 0.045 1.0
305 17-19 10-13 0.12 2 0.045 1.0
308 19-21 10-12 0.08 2 0.045 1.0
309 22-24 12-15 0.20 2 0.045 1.0
309 S 22-24 12-15 0.08 2 0.045 1.0
310 24-26 19-22 0.25 2 0.045 1.5
310 S 24-26 19-22 0.08 2 0.045 1.5
311 18-20 24-26 0.025 2 0.045 3.0
312 23-26 8-11 0.25 2 0.045 3.0
316 16-18 10-14 0.08 2 0.045 1.0 Mo 2-3
316 L 16-18 10-14 0.03 2 0.045 1.0 Mo 2-3
317 18-20 11-15 0.08 2 0.045 1.0 Mo 3-4
321 17-19 9-12 0.08 2 0.045 1.0 Ti 5XC Min
329 23-28 2.5-5 0.20 2 Mo 1-1.5
330 14-16 33-36 0.25 2 0.045 0.75
347 17-19 set/13 0.08 2 0.045 1 Cb Ta 10XC min
348 17-19 set/13 0.08 2 0.045 1. Cb Ta 10XC min
403 11.5-13 0.15 1 0.04 0.5
405 11.5-14.5 0.08 1 0.04 1.0 Al 0.10-0.30
409 10.5-13.5 0.05 0.55 0.50 0.50 Al 0.5 Ti 0.45
410 11.5-13.5 0.15 1 0.04 1.0
414 11.5-13.5 1.25-2.5 0.15 1 0.04 1.0
416 12-14 0.15 1.25 0.06 1.0 S 0.15
420 12-14 0.15 Min 1 0.04 1.0
430 14-18 0.12 1 0.04 1.0
431 15-17 1.25-2.50 0.20 1 0.04 1.0
434 16-18 0.12 1 0.04 1.0 Mo 1.0
439 17.75-18.75 0.5 0.07 10.60 2.6
440 A 16-18 0.75 1 0.04 1.0 Mo 0.75 Max
444 B 16-18 0.95 1 0.04 1.0 Mo 0.75 Max
440 C 16-18 1.20 1 0.04 1.0 Mo 0.75 Max
442 18-23 0.20 1 0.04 1.0
446 23-27 0.2 1.5 0.04 1.0 N 0.25 Max
501 4-6 0.1 Min 1 0.04 Mo 0.4-0.65
502 4-6 0.1 1 0.04 Mo 0.4-0.66

 

As séries 200, 300 e 400 também são chamadas de austenítico com baixo níquel, austenítico e ferrítico, respectivamente. Ainda existem os duplex, resultado da união dos aços austeníticos e ferríticos, e martensíticos, aços que possuem menor resistência à corrosão comparado aos outros inox. Essa sucata pode ser empregada em pias e lavatórios, válvulas, equipamento hospitalares, utensílios domésticos e muito mais.

Sucata de Cobre

A Sucata de Cobre tende a ser o tipo de sucata mais lucrativo de todos

A Sucata de Cobre tende a ser o tipo de sucata mais lucrativo de todos

A sucata de cobre é uma sucata não-ferrosa, apresenta alta condutibilidade térmica e elétrica e não perde desempenho após a reciclagem, mantendo a mesma qualidade que o original. O processo reduz em 85% a energia em comparação à produção primária representando, mundialmente, uma economia anual de 100 milhões de MWh de energia e 40 milhões de toneladas de CO2, segundo o International Copper Association. O Fluxo de Reciclagem simplificado do Cobre é esquematizado na imagem abaixo, da mesma instituição.

Fluxo de Reciclagem do Cobre

Fluxo Simplificado de Reciclagem do Cobre

Este tipo de sucata tende a ser a mais lucrativa de todas, entretanto, é importante aprender a distinguir os resíduos para conseguir os melhores preços.

O cobre sólido é o mais valioso pois consiste no cobre puro, sem mistura com outros tipos de metais. A pureza do material comanda seu valor, visto que a mistura interfere em seu grau de condutibilidade. O cobre sólido pode ser divido em 3 categorias:

  • Cobre Mel (De primeira): É o metal puro que não tem menos que 1,58mm de espessura. Exemplos: Fios brilhantes e desencapados; tubulações de cobre sem solda, corrosão, tinta ou encaixe de latão.
  • Cobre Misto (Dois): É o metal que mantém pelo menos 96% de pureza. Exemplos: Tubulações de cobre queimado; tubulações com leve cobertura de estanho, solda ou com encaixe de latão.
  • Cobre Três: É qualquer folha do metal com menos de 1,58mm de espessura. Exemplos: Cobre usado em rufos; telhados e calhas.

É indicado que se separe os fios de cobre dos demais. Normalmente ele é classificado como de alto ou baixo grau: primeiro significa que o fio tem apenas uma camada de isolamento, enquanto a segunda possui uma camada dupla. Priorize a venda do cobre nú (fio sem isolação), pois o valor de mercado costuma ser melhor. Caso sua empresa tenha potencial para descascar mais de 450kg de fio por mês, é bom investir em um descascador elétrico. Na retirada manual, aqueça o fio e coloque-o em um forno com baixa temperatura para amaciar o isolamento.

Outro tipo de cobre é o cobre não sólido. Esta classificação contém o metal picotado, pó e lascas. Não costuma valer muito, podendo chegar a 25% do preço do material. É recomendado guardar este tipo até juntar pelo menos 4,5Kg, derretendo-o em pedaços para a venda. A fusão do cobre ocorre apenas a 1.085 graus, necessitando assim de uma fornalha potente o suficiente para resistir a essa temperatura, assim como os equipamentos de segurança necessários para a operação (máscara de soldador, óculos escuros para solda, luvas de forno, frigideira de ferro plana…). O ideal é que seja escolhida uma ferramenta de fundição de cobre e uma forja elétrica feita especificamente para este tipo de resíduo. Entretanto, é fundamental salientar que o custo em manter uma fornalha destas é o equivalente a metade do valor de venda do material.

Ainda, é possível encontrar as ligas de cobre. A liga é o cobre misturado com outros materiais, sendo os mais comuns o latão e o bronze. As duas costumam ser vendidas por um preço similar.

Com intuito comercial, a sucata de cobre é dividida em: cobre limpo; cobre picotado, granulado ou moído; fios e cabos; misto e cobre de 4ª. A tabela abaixo, montada pela Termomecanica, auxilia a identificação.

Tipo de Sucata de Cobre Definição
Supermel (Categoria Extra) Cobre limpo que supere a classificação na 1ª categoria, sob consulta
Mel (1ª Categoria) Cobre em fios limpos, livre de soldas e emendas. Estão incluídos nessa categoria os fios com isolamento de papel, algodão, seda, fiberglass, plástico, cabos com capa de chumbo ou armados. A capa de chumbo é classificada na respectiva categoria, e o peso da isolação será descontado.
Mela 1ª (2ª categoria) – A Cobre em chapas, tubos, perfilados, estamparia, fios sem solda e com isolação plástica, quando não apresentam condições para serem classificados na 1ª categoria. O peso da isolação será descontado.
Mela 2ª (2ª categoria) – B Fios esmaltados (industriais)
Melbe (3ª categoria) Fios estanhados ou de enrolamento com pontas de soldas ou queimados. Estamparia miúda contaminada com cobre estanhado, cavacos, calhas, tachos limpos, tubos e serpentinas de aparelhos de destilação, chapas de caldeiras, quando, devido à sua composição, não puderem ser classificados na 2ª categoria.
Melce (4ª categoria) Fios estanhados, chuveiros, boias, aparelhos esterilizadores, tubos de extintores e de inseticidas, tachos queimados, calhas com soldas pesadas, radiadores de refrigeração, miudezas de cobre e peças niqueladas de cobre em geral.

Este tipo de sucata pode ser reaplicado em fios e cabos, tubos para transporte de fluidos, conectores, componentes de motores e diversas aplicações na construção civil, entre outros exemplos.

Sucata de Latão

Sucata de Latão: um dos tipos de sucata mais vendidos no país

Sucata de Latão: um dos tipos de sucata mais vendidos no país

A sucata de latão compõe as ligas de cobre, mencionadas no último tópico. Se caracteriza por ser uma liga metálica que costuma ser apresentada na seguinte composição: 60% cobre e 40% zinco. Podem existir variações de outros materiais, dependendo de sua aplicação. Possuí características como maleabilidade, ductibilidade e condutibilidade. A reciclagem do material ajuda a suprir a demanda anual, preserva os recursos naturais, economiza energia e reduz as emissões de CO2.

Segundo a Termomecanica, a sucata de latão possui as seguintes nomenclaturas comerciais:

Tipo de Sucata de Latão Definição
Amarela (1ª Categoria) – Estamparia Estamparia graúda e miúda de latão
Beamarela (2ª Categoria) – Estamparia Tubos e pontas de tubos de latão, isentos de outros metais que não se enquadram nessa categoria.
Pontas de Vergalhão – Estamparia Incluem-se nessa categoria rebarbas de forja de vergalhão de latão e os tubos de latão que não se enquadram na categoria acima.
Cavaco de Latão (Farelo) – Estamparia Somente de vergalhão e grosso. A parte fina eventualmente contida será classificada de acordo com sua perda.
Sucaleve (Sucata leve de Latão) – Estamparia Composta de estamparia limpa de latão estanhado.
Sucapesada (1ª categoria) – Sucata Pesada de Latão Composta de tubos niquelados e chapas niqueladas, casquilhos de lâmpadas e peças constituídas de chapas niqueladas em geral, torneiras, flanges e peças fundidas de latão, isentas de latão com alumínio ou bronze-alumínio.
Sucapebe (2ª categoria) – Sucata Pesada de Latão Retalhos de tubos, bendix, sincronizados e peças de latão, que não se enquadram na categoria acima.

Normalmente este tipo de sucata é fundida com alguma de composição similar e corrigida com adição de cobre ou zinco. As novas chapas e tiras de latão devem ser livres de impurezas para manter sua ductibilidade, podendo assim ser enrolado, repuxado, estampado, rebitado ou sofrer qualquer outra forma de modelagem a frio. O fluxo se mantém similar ao do cobre.

A reciclagem do latão é essencial para a indústria e possui várias aplicações, podendo ser usada em tomadas, conexões e materiais elétricos em geral, considerando que o material é um dos maiores condutores de energia elétrica.

Sucata de Alumínio

A Sucata de Alumínio é o resíduo mais reciclado do país

A Sucata de Alumínio é o resíduo mais reciclado do país

Atualmente, é o resíduo mais reciclado do Brasil, principalmente por conta dele passar pelo processo infinitas vezes sem perder suas características físico-químicas e possuir um alto valor de mercado. Segundo a Associação Brasileira do Alumínio – ABAL, são 20 tipos de sucata de alumínio identificados no mercado nacional. Segue a “Tabela de Classificação de Sucatas de Alumínio“:

 
Tipo de Sucata de Alumínio Definição
Bloco (Tense/Trump) Blocos de alumínio isentos de contaminantes (ferro e outros), com teor máximo de 2% de óleos e/ou lubrificantes.
Borra (Thirl) Borra de alumínio com teores variáveis e percentual de recuperação a ser estabelecido entre vendedor e comprador.
Cabos com alma de aço (Taste) Retalhos de cabos de alumínio não ligados, usados, com alma de aço.
Cabos sem alma de aço(Taste) Retalhos de cabos de alumínio não ligados, usados, sem alma de aço.
Cavaco (Teens/Telic) Cavacos de alumínio de qualquer tipo de liga, com teor máximo de 5% de umidade/óleo, isentos de contaminantes (ferro e outros).
Chaparia (Taint/Tabor) Retalhos de chapas e folhas, pintadas ou não, com teor máximo de 3% de impurezas (graxa, óleo, parafusos, rebites etc.); chapas usadas de ônibus e baús, pintadas ou não; tubos aerossol (sem cabeça); antenas limpas de TV; cadeiras de praia limpas (isentas de plástico, rebites e parafusos).
Chaparia Mista (Taint/Tabor) Forros, fachadas decorativas e persianas limpas (sem cordões ou outras impurezas).
Chapas off-set(Tablet/Tabloid) Chapas litográficas soltas, novas ou usadas, da série 1000 e/ou 3000, isentas de papel, plástico e outras impurezas.
Estamparia branca (Taboo) Retalhos de chapas e folhas, sem pintura e outros contaminantes (graxa, óleo, parafusos, rebites etc.), gerados em atividades industriais.
Latas prensadas (Taldack) Latas de alumínio usadas decoradas, prensadas com densidade entre 400 kg/m3 e 530 kg/m³, com fardos paletizados ou amarrados em lotes de 1.500 kg, em média, com espaço para movimentação por empilhadeira, teor máximo de 2,5% de impurezas, contaminantes e umidade.
Latas soltas ou enfardadas (Talc) Latas de alumínio usadas decoradas, soltas ou enfardadas em prensa de baixa densidade (até 100kg/m3), com teor máximo de 2,5% de impurezas, contaminantes e umidade.
Panela (Taint/Tabor) Panelas e demais utensílios domésticos (“alumínio mole”), isentos de cabos – baquelite, madeira, etc. – e de ferro – parafusos, rebites etc.
Perfil branco (Tread) Retalhos de perfis sem pintura ou anodizados, soltos ou prensados, isentos de contaminantes (ferro, óleo, graxa e rebites).
Perfil misto (sem identificação específica) Retalhos de perfis pintados, soltos ou prensados, com teor máximo de 2% de contaminantes (ferro, óleo, graxa e rebites).
Pistões (Tarry) Pistões automotivos isentos de pinos, anéis e bielas de ferro, com teor máximo de 2% de óleos e/ou lubrificantes.
Radiador alumínio-alumínio (Taint/Tabor) Radiadores de veículos automotores desmontados, isentos de cobre, “cabeceiras” e outros contaminantes (plástico e ferro).
Radiador alumínio-cobre (Talk) Radiadores de veículos automotores desmontados, isentos de “cabeceiras” e outros contaminantes (plásticos e ferro).
Retalho industrial branco de chapa para lata (Take) Retalhos de produção industrial de latas e tampas para bebidas, soltos ou prensados, isentos de pintura ou impurezas.
Retalho industrial pintado de chapa para lata (Take) Retalhos pintados de produção industrial de latas e tampas para bebidas, soltos ou prensados, isentos de impurezas.
Telhas (Tale) Retalhos de telhas de alumínio, pintados em um ou ambos os lados, isentos de parafusos ou rebites de ferro, revestimentos de espuma ou assemelhados.

Dentro desse universo, é fundamental ressaltar os blocos a granel, chaparia mista a granel ou prensada, perfil misto a granel ou enfardado e amarrado e, principalmente, latas prensadas e cintadas.

De acordo com a ABAL, 97,7% das latinhas de alumínio são recicladas no país. Em 2016, somente a coleta injetou R$947 milhões na economia do país. Além dos benefícios econômicos, a reciclagem de uma lata reduz em 95% as emissões dos gases de efeito estufa e utiliza apenas 5% da energia elétrica se comparado ao alumínio virgem, segundo dados do Internacional Aluminium Institute. É importante lembrar que as empresas não costumam reciclar apenas o anel das latas, por ser muito pequeno, havendo preferência pela lata completa. Abaixo, podemos ver a representação do Fluxo de Reciclagem das latinhas, montado pela ABAL.

Fluxo da Reciclagem das Latas de Alumínio

Fluxo da Reciclagem das Latas de Alumínio

O processo de fundição de qualquer tipo de sucata deve ser feitos em fornos rotativos, rotativos selados, sidewall sem sal, de indução ou de plasma. Os primeiros, por serem mais antigos, possuem rendimento metálico de 50% a 60%, enquanto os rotativos selados chegam a 85%. Os sidewall, mais modernos, são ideais para retalhos de espessura entre 0,15mm e 0,20mm.

Este material está presente em um grande número de ligas secundárias, misturado ao cobre, zinco, magnésio, silício e o manganês, originando novas chapas e perfis de alumínio. Se utiliza este tipo de sucata em diversos segmentos, se destacando o de embalagens, construção civil, indústria automotiva, bens de consumo e indústria siderúrgica.

Tabela de Preços da Sucata

São diversos os valores que influenciam na precificação da sucata no mercado nacional, podendo destacar:

  • Tipo de Material: Ferroso, Não Ferroso, Veículos, Máquinas…;
  • Estado do Material: Limpo, Sujo, Misto….;
  • Quantidade: Frequência, Quantidade disponível…;
  • Local: Endereço, Facilidade no acesso…;
  • Variação da Cotação do Dólar: Grande influência sobre os metais como o cobre;
  • Tipos de Licitações: Sites de compra e venda, Leilões, Classificados…;
  • Situação Mercadológica: Situação na época da venda, Quantidade demanda…

Os preços das sucatas variam por estado, comprador e estão em constante modificação. O mercado não é completamente aberto, principalmente em relação a cotação dos preços mínimos para venda. Sendo assim, estes valores servem apenas como estimativas e bases para efeitos de comparação. Segue a “Tabela de Preços da Sucata” de acordo com o Litoral Limpo:

Material Preço Quantidade
Cobre Mel R$ 18,00 kg
Cobre Misto R$ 17,00 kg
Alumínio Latinha R$ 3,20 kg
Alumínio Panela R$ 4,50 kg
Alumínio Perfil (Limpo) R$ 5,00 kg
Alumínio Bloco (Limpo) R$ 2,00 kg
Antimônio (Zamak) R$ 2,50 kg
Aço Inox R$ 2,50 kg
Alumínio Chaparia R$ 3,00 kg
Metal R$ 10,00 kg
Bronze R$ 10,50 kg
Ferro R$ 0,35 kg
Chumbo R$ 3,00 kg
Motor de Geladeira (Grande) R$ 10,00 unidade
Motor de Geladeira (Pequeno) R$ 8,00 unidade
Radiador de Alumínio e Cobre s/ Ferro R$ 5,20 kg
Bateria (Moto) R$ 1,50 kg
Bateria (Caminhão) R$ 70,00 unidade
Bateria (Carro) R$ 25,00 unidade

É fundamental acompanhar diariamente o London Metal Exchange (LME), a bolsa internacional que rege as variações no país. Segundo a Shockmetais, no dia 28/02/19 ela estava com os seguintes valores.

Dia Cobre* Zinco* Alumínio* Chumbo* Estanho* Níquel* Dólar**
28/Jan 5.996,00 2.699,50 1.860,00 2.107,50 20.760,00 11.845,00 3,7626
29/Jan 6.007,00 2.680,00 1.853,00 2.075,50 20.850,00 11.885,00 3,7676
30/Jan 6.077,00 2.673,00 1.871,00 2.066,00 20.805,00 12.245,00 3,7370
31/Jan 6.148,00 2.719,50 1.880,50 2.090,00 20.950,00 12.380,00 3,7151
01/Fev 6.097,50 2.732,50 1.872,50 2.093,00 20.830,00 12.460,00 3,6519
Média Semanal 6.065,10 2.700,90 1.867,40 2.086,40 20.839,00 12.163,00 3,7268
04/Fev 6.076,50 2.785,00 1.840,00 2.096,00 20.935,00 12.675,00 3,6694
05/Fev 6.174,00 2.770,00 1.896,50 2.091,00 20.975,00 12.870,00 3,6756
06/Fev 6.210,00 2.719,00 1.886,50 2.080,00 20.900,00 12.930,00 3,6741
07/Fev 6.227,00 2.719,00 1.862,50 2.066,00 21.100,00 12.845,00 3,7019
08/Fev 6.207,00 2.688,50 1.865,00 2.066,00 21.050,00 12.735,00 3,7193
Média Semanal 6.178,90 2.736,30 1.870,10 2.079,80 20.992,00 12.811,00 3,6881
11/Fev 6.148,00 2.648,00 1.848,00 2.050,50 21.100,00 12.475,00 3,7184
12/Fev 6.102,00 2.640,00 1.840,50 2.032,00 21.050,00 12.455,00 3,7391
13/Fev 6.120,00 2.603,50 1.840,00 2.002,00 21.200,00 12.305,00 3,7296
14/Fev 6.178,50 2.635,00 1.829,00 2.033,50 21.095,00 12.345,00 3,7277
15/Fev 6.190,00 2.641,00 1.828,50 2.068,00 21.085,00 12.100,00 3,7756
Média Semanal 6.147,70 2.633,50 1.837,20 2.037,20 21.106,00 12.336,00 3,7381
18/Fev 6.269,50 2.632,00 1.822,50 2.029,00 21.275,00 12.350,00 3,7155
19/Fev 6.246,50 2.667,00 1.833,50 2.009,00 21.130,00 12.430,00 3,7316
20/Fev 6.351,50 2.711,50 1.829,50 2.025,00 21.350,00 12.700,00 3,7206
21/Fev 6.391,00 2.698,00 1.858,50 2.045,00 21.425,00 12.715,00 3,7100
22/Fev 6.489,00 2.718,00 1.890,50 2.059,00 21.650,00 12.930,00 3,7595
Média Semanal 6.349,50 2.685,30 1.846,90 2.033,40 21.366,00 12.625,00 3,7274
25/Fev 6.546,00 2.742,00 1.886,00 2.072,50 21.810,00 12.940,00 3,7430
26/Fev 6.471,00 2.741,00 1.870,00 2.063,00 21.925,00 12.815,00 3,7285
27/Fev 6.533,00 2.772,00 1.898,50 2.107,00 21.700,00 12.880,00 3,7595
28/Fev 6.536,00 2.794,00 1.893,00 2.154,00 21.775,00 13.040,00 3,7351
Média Semanal 6.521,50 2.762,25 1.886,88 2.099,13 21.802,50 12.918,75 3,7415
Média Mensal 6.278,20 2.702,85 1.859,55 2.062,08 21.268,00 12.649,75 3,7193

Média Semanal: média dos valores de segunda a sexta da respectiva semana, independente do mês consultado.

Média Mensal: média dos valores do primeiro ao último dia do mês registrado.

*Valores dos Metais – L.M.E.: Dólar por tonelada (US$/t)

**Dólar – R$/US$– refere-se à média das taxas de venda praticadas no dia anterior e publicadas pelo Banco Central – PTAX

 

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Um comentário

  1. Mário Menezes disse:

    Gostei da explicação mais detalhada dos tipos e classificadores das sucatas.

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