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Lixo x Resíduo? Entenda a diferença

O Blog da Polen é um espaço exclusivamente dedicado ao compartilhamento, divulgação e publicação de notícias, artigos, colunas e relatórios sobre o universo dos resíduos sólidos no Brasil e no mundo. Aqui você encontrará conteúdo relevante, escrito por profissionais com experiência e vivência no setor. Dentre as pautas a serem abordadas, estão: guias de boas-práticas na gestão de resíduos; legislação e regulação do setor; novas tecnologias, soluções e aplicações para o reaproveitamento, reuso e reciclagem dos resíduos; economia-circular; logística-reversa e muito mais!

Lixo x Resíduo? Entenda a diferença

Lixo X Resíduos: entender a diferença é essencial para a reciclagem.

É muito comum a confusão na hora de se entender o que é lixo e o que é resíduo. Como também afirma a pesquisadora Adélia Santos (2008), “o lixo na nossa sociedade, é considerado como um material sem qualquer valor. O descaso por parte da sociedade pelos resíduos gerados, acaba levando os mesmos a serem considerados lixo, gerando além do desperdício, problemas de aspectos ambientais, econômicos e até sociais”.

Porém o lixo pode ser um recurso e possuir valor, deixando de ser um passivo ambiental. Para isso, é necessária uma regulamentação forte através de leis e políticas públicas, que visem o controle da gestão, tendo a prevenção da geração como prioridade bem como a valorização do lixo para que este seja reinserido na cadeia produtiva.

Foi a partir do entendimento de que todo resíduo pode ser tratado como recurso e ser reinserido na cadeia produtiva, que se deu origem a diretiva de resíduos Waste Framework Directive (WFD), ou Directive 2008/98/EC, elaborado em 1998 pela Comissão Européia (Parlamento Europeu e Conselho da União Europeia, 1998). A WFD define conceitos básicos relacionados à gestão dos resíduos, apresentando a definição e diferenciação de resíduos e matéria prima, os chamados coprodutos.

De acordo com o Art. 5 da WFD e com o inciso 4 da KrWG, uma substancia é um coproduto quando esta pode ser usada diretamente, sem processamento ou quando a substância é produzida como uma parte integral do processo produtivo.

A substituição da classificação do lixo, para coproduto, garante a valorização desses materiais, pois a palavra lixo, muitas vezes atrai um estigma, tornando mais difícil sua valorização e retorno para a cadeia produtiva, desestimulando o mercado de matéria-prima secundária.

No caso do Brasil, a palavra lixo foi substituída pelo termo resíduos sólidos, a fim de se evitar a conotação estigmatizada que acompanha o conceito de lixo. Os resíduos sólidos são definidos de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos como sendo todo material, substância, objeto ou bem descartados resultante de atividades humanas em sociedade. Estes podem se encontrar nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água. Os resíduos resultantes das mais diversas atividades, podem não ter utilidade para quem os gera, porém, podem ser reincorporados em outros processos produtivos, como matéria-prima secundária.

A PNRS define ainda o termo rejeito como: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada. Tudo aquilo que não é passível de reutilização ou tratamento, é o que podemos chamar corretamente de lixo ou rejeito. Ainda que as definições de resíduo, rejeito e coproduto sejam divergentes, os princípios adotados por ambas as legislações (Brasileira e Europeia) estão em concordância.

Para garantir a valorização dos resíduos, é necessário que o mesmo seja separado na fonte geradora, preferencialmente de acordo com sua composição.

Após segregados, estes devem ser encaminhados para reaproveitamento e reciclagem, ou até mesmo para serem utilizados diretamente pelas indústrias. Quanto melhor a segregação, mais o valor agregado do material, e menor os riscos de contaminação por outros materiais, que podem inviabilizar a reciclagem ou reutilização dos mesmos.

Os Planos de Gestão de Resíduos Sólidos, são um importante instrumento para garantir o correto manuseio, coleta e disposição final de resíduos, permitindo que os mesmos possam ser considerados como recurso, e desviados de Aterros Sanitários e re-inseridos nos processos produtivos.

Entendeu a diferença entre lixo e resíduos sólidos? Quer aproveitar seu resíduo, incluí-lo em outro processo produtivo e ainda lucrar com isso? Fale com um dos consultores da Polen, encontraremos as melhores oportunidades para o seu negócio.

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