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Entenda a diferença entre reciclagem primária, secundária e terciária

O Blog da Polen é um espaço exclusivamente dedicado ao compartilhamento, divulgação e publicação de notícias, artigos, colunas e relatórios sobre o universo dos resíduos sólidos no Brasil e no mundo. Aqui você encontrará conteúdo relevante, escrito por profissionais com experiência e vivência no setor. Dentre as pautas a serem abordadas, estão: guias de boas-práticas na gestão de resíduos; legislação e regulação do setor; novas tecnologias, soluções e aplicações para o reaproveitamento, reuso e reciclagem dos resíduos; economia-circular; logística-reversa e muito mais!

Entenda a diferença entre reciclagem primária, secundária e terciária

Reciclagem primária, secundária e terciária

Com a crescente preocupação ambiental das empresas resultante de uma legislação mais rígida e por pedidos de um consumidor mais consciente, falar sobre reaproveitamento de resíduos ficou cada vez mais comum. Dentro desse universo, a reciclagem é o método mais conhecido. Porém, você sabia que a reciclagem pode ser primária, secundária ou terciária?

Poucas empresas sabem que existe uma diferença de níveis dentro da reciclagem, e este tema que será explicado no post de hoje.

 

Boa leitura!

 

O que é reciclagem

 

Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10), a reciclagem é definida como “processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa”. Na mesma lei, o este processo é considerado como a terceira estratégia prioritária em relação ao tratamento dos resíduos sólidos.

Sendo assim, pode ser traduzida como o reprocessamento dos resíduos e a produção de novos materiais a partir desse método, gerando um produto com a mesma ou nenhuma relação com o anterior.

A reciclagem se torna um processo sustentável e econômico para as empresas, uma vez que incentiva o retorno de materiais não reutilizáveis à cadeia produtiva, reduzindo os custos de destinação dos resíduos e de novas extrações de recursos naturais, além de evitar a poluição e impactos ao meio ambiente.

 

Reciclagem primária, secundária e terciária

 

Reciclagem Primária

 

A reciclagem primária é aquela realizada dentro da própria empresa, proveniente dos resíduos de seus produtos, produzidos há pouco tempo. Peças defeituosas e sobras de matéria-prima são bons exemplos, como restos metálicos que podem ser fundidos e usados novamente em algum processo da indústria. Desse modo, percebemos que os materiais da reciclagem primária possuem as mesmas características do que seus antecessores.

 

Reciclagem Secundária

 

Na reciclagem secundária atribuímos um valor agregado a um resíduo e/ou o reinserimos em outra cadeia produtiva. Ela é realizada após a segregação desses resíduos, oriundos de uma fonte externa à própria empresa, e sua coleta.

Podemos exemplificar: uma empresa anuncia a venda de seu agregado siderúrgico na plataforma online da Polen. Uma outra empresa interessada, de região diferente do país, concluí a compra. Após a entrega, a compradora transforma aquele agregado siderúrgico em bases e revestimentos asfálticos de pavimentos, vendendo o resultado como produto final de sua empresa. Desse modo, o agregado siderúrgico funcionou como matéria-prima e passou pelo processo de reciclagem secundária.

 

Reciclagem Terciária

 

Finalmente, na reciclagem terciária, os materiais iniciais passam por diversos processos que ocasionam na sua desintegração molecular, resultando em novos materiais completamente diferentes. Ela é muito comum com materiais plásticos, consistindo no retorno do polímero a sua composição como monômero através de transformações químicas ou térmicas, como a quimólise – uso de glicol, metano e água na quebra total ou parcial dos plásticos.

 

Tipos de materiais que podem ser reciclados

 

Atualmente, a tecnologia permite que uma lista extensa de materiais possam ser reciclados. Podemos citar, entre outros:

  • Vidro;
  • Papel;
  • Metal;
  • Borracha;
  • Plástico;
  • Madeira;
  • Oriundos da Cerâmica;
  • Aço;
  • Alumínio.

 

Podemos exemplificar como resultados da reciclagem um asfalto composto por resíduos de pneus antigos ou um papel feito de uma mistura de resíduos de papel.

É valido relembrar também os principais tipos de categorias resíduos possíveis de reciclagem, em um âmbito macro. São eles:

 

  • Resíduo seco: Originados tanto em residências como em empresas, engloba qualquer sobra que possa ser transformada. Exemplos: Jornais, garrafas plásticas e de vidro.
  • Resíduo orgânico: São os resíduos derivados de produtos orgânicos. Exemplos: Cascas de frutas, restos de verduras e sobras de carne.
  • Resíduo industrial: Oriundos dos processos empresariais. Exemplos: Retalhos, embalagens e sobras de metal.
  • Resíduo comercial: Resultado de estabelecimentos comerciais, como restaurantes. Exemplos: Papelão e restos de comida.

 

Os resíduos possuem um limite de vezes que podem passar pela reciclagem, podendo se transformar em rejeitos. Entretanto, a transformação em rejeito significa que o resíduo passou por todos os processos de tratamento e recuperação cabíveis, reduzindo consideravelmente seu impacto ambiental e dispondo como única destinação final os aterros sanitários.

Leia: Destinação de Resíduos Sólidos: conheça os melhores métodos

 

Coleta Seletiva

 

Coleta Seletiva: etapa fundamental no processo de reciclagem

Coleta Seletiva: etapa fundamental no processo de reciclagem

 

A reciclagem necessita da implementação de um rigoroso processo de coleta seletiva, que consiste  na separação e categorização dos resíduos em sua fonte geradora para recolhimento e reaproveitamento. É proposta uma sequência de recipientes para receber os materiais que, no Brasil, seguem a seguinte sequência de cores:

  • Azul: papel/papelão;
  • Vermelho: plástico;
  • Verde: vidro;
  • Amarelo: metal;
  • Preto: madeira;
  • Laranja: resíduos perigosos;
  • Branco: resíduo hospitalar;
  • Roxo: resíduos radioativos;
  • Marrom: resíduos orgânicos;
  • Cinza: resíduo não reciclável, misturado ou contaminado.

O sistema é implementando tanto no interior de empresas como em ruas, shoppings e até residências.

Além da coleta, é necessário buscar destinatários que utilizarão os resíduos corretamente. Dessa forma, uma boa opção é utilizar a plataforma online da Polen, onde sua empresa pode anunciar a venda dos resíduos e alcançará todos os potenciais compradores do Brasil, cadastrados na loja online. É uma solução que abre uma nova fonte de receita, estimula a reciclagem secundária e ainda fornece um certificado ambiental, que demonstra sua preocupação com o meio ambiente.

 

Após entender o que é reciclagem primária, secundária e terciária, nos responda: qual é a melhor para sua empresa?

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